• Mônica Ann Diniz

Percepção Visual e Comportamento da Luz


Percepção Visual

A luz como radiação é invisível. O que é possível de se observar é a parcela do espectro, numa determinada faixa, que chega ao olho humano. Um exemplo simples disso é a luz do refletor numa peça teatral ou em um show. Sem a fumaça, que dispersa partículas capazes de refletir a luz por todo o ambiente, não é possível perceber a trajetória da luz, apenas o objeto, o ator, o cenário, etc. que estão no palco.

É preciso ressaltar que o processo de visão não depende exclusivamente da luz, pois que o cérebro funciona como intérprete dos estímulos visuais que recebe, e junto com a memória armazenada, oferece uma percepção integralizada do ambiente onde o observador está inserido. Desta forma é possível criar imagens que a princípio o cérebro reconhece como verdadeiras e somente com uma observação aprofundada muda sua conclusão inicial. É também possível a compreensão do todo com informações parciais, já que o cérebro “completa” alcançando o que está subentendido.

O lighting designer deverá considerar o ambiente na sua totalidade, compreendendo e estabelecendo as prioridades quanto a tarefa a ser realizada, e os fatores humanos, físicos e psicológicos, para criar uma estrutura de iluminação não só adequada, mas única e comunicativa.

Comportamento da Luz

O comportamento da luz é estudado desde os primórdios do homem. Ao longo da história alguns cientistas destacaram diferentes aspectos do comportamento da luz, auxiliando no avanço da sua compreensão. Dentre eles: Isaac Newton (1643 – 1727), propondo um comportamento de feixe de partículas; James Clerk Maxell (1831 – 1879), que analisou a partir da ideia de onda eletromagnética; e Albert Einstein (1879 – 1955), que ao pesquisar os efeitos fotoelétricos, propôs o comportamento dual da luz, considerando desta forma que a radiação luminosa pode se comportar tanto como partícula quanto como onda, em diferentes situações.

“Essa intercalação de ideias entre ondas e partículas com relação à luz é aceita na comunidade científica como a Natureza Dual da Luz; pois em determinados fenômenos (interferência, refração, difração...) a teoria eletromagnética consegue explicar e a teoria corpuscular está associada aos fenômenos de absorção e emissão de energia.”[1]

O estudo da radiação permitiu o estudo do espectro eletromagnético, levando a percepção da faixa dos comprimentos de onda correspondente a luz visível ao olho humano, conforme a figura abaixo:

http://polemicascmm.blogspot.com.br/2012/03/espectro-eletromagnetico.html

[1] Almeida, Frederico Borges de.”A Natureza Dual da Luz”. Obtido em: http://www.brasilescola.com/fisica/a-natureza-dual-luz.htm


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